No último mês, o presidente peruano Pedro Castillo enfrentou o que provavelmente foi o período mais difícil de seu mandato. Desde o início de abril, Peru vive uma onda de manifestações, greves e bloqueios de estradas, que começaram com ações de grupos de caminhoneiros devido ao aumento dos preços dos combustíveis e evoluíram para movimentos mais generalizados.
A este descontentamento se somou o dos trabalhadores agrícolas, que foram impiedosamente atingidos pelo aumento dos preços dos fertilizantes. Além disso, as exportações agrícolas do país, incluindo mirtilos, abacates e uvas, estão sendo afetadas por interrupções no fornecimento.
O que começou como uma greve de caminhoneiros terminou em protestos massivos, com confrontos que deixaram pelo menos seis pessoas mortas. Castillo tentou conter as manifestações com um toque de recolher, que teve de suspender um dia depois de impô-lo.