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Gustavo Petro — vítima de lawfare?

Presidente colombiano sofre pressão após acusações de financiamento ilegal de campanha. Mas reação midiática é contraditória

Gustavo Petro posa com seu filho Nicolás e filha Antonella
O filho do presidente Gustavo Petro, Nicolás, foi detido em 29 de julho
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Em agosto de 2022, Gustavo Petro assumiu a presidência da Colômbia sob uma onda de otimismo frente à possibilidade de mudança. Pela primeira vez na história moderna, os colombianos apostaram em um candidato de esquerda, pondo fim à hegemonia da centro-direita no país, principalmente do uribismo, que dominou a política nacional durante grande parte do século 21.

Essa era a oportunidade de diminuir a enorme brecha de desigualdade que faz da Colômbia o país com a pior concentração de renda da América Latina e que levou milhares de colombianos às ruas, durante meses, para protestar contra as consequências das políticas neoliberais que moldaram o política do país.

Mas, após um ano no poder, o governo Petro foi marcado mais por escândalos midiáticos do que por avanços em sua ambiciosa agenda progressista. Assim, parece que o presidente colombiano passou mais tempo fazendo relações públicas do que realmente governando. O último escândalo, envolvendo seu filho Nicolás, volta a levantar suspeitas sobre o financiamento eleitoral do Pacto Histórico, coalizão que levou o Petro ao poder e questiona a governança do Petro.