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Racismo no Dia da Consciência Negra: pouco mudou nos 325 anos desde a morte de Zumbi

Em 2020, o Dia da Consciência Negra é marcado pela morte de João Alberto Silveira Freitas, espancado por dois seguranças em um Carrefour de Porto Alegre.

Manifestantes com os punho no ar em defesa da vida negra, contra o racismo, o fascismo e contra o governo do presidente Jair
Manifestantes em defesa da vida negra, contra o racismo, o fascismo e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro em São Paulo, 7 de junho de 2020
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Em 1695, Zumbi foi encontrado em seu último esconderijo, entre as serras da Barriga e Dois Irmãos. Por um ano e meio, ele sobreviveu no mato, fugindo dos Bandeirantes que, chefiados por Domingo Jorge Velho, destruíram o Quilombo dos Palmares, o maior do Brasil colonial. Em 20 de novembro daquele ano, Zumbi dos Palmares, de 40 anos, teve sua mão e cabeça decepadas pelo capitão André Mendonça de Furtado.

Como resultado de sua violência e perseguição, Domingo Jorge Velho recebeu “grande quantidade de terra” e intensificou o povoamento da região, junto de seus auxiliares. Seus “serviços” lhe conquistaram a patente de “Mestre do Campo”.

Já o capitão Furtado de Mendonça recebeu um prêmio de 50 mil réis, equivalente a 70 gramas de ouro na época, de ninguém menos que dom Pedro II de Portugal e Algarve, ou “O Pacificador”, como também era conhecido o rei.