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Leis anti-aborto: guerra contra mulheres pobres

Dada a vasta evidência científica que mostra quão ineficazes são as leis punitivas para prevenir abortos, é difícil imaginar que elas tenham outra razão, senão a intenção de manter as mulheres fora da força de trabalho e em absoluta pobreza

Leis anti-aborto: guerra contra mulheres pobres
ESTADOS UNIDOS - 24 DE JANEIRO: Ted Gentile de Farmingdale, Nova York, mantém um crucifixo em frente ao Russell Building durante a manifestação anti-aborto da March for Life na sexta-feira, 24 de janeiro de 2020. - Tom Williams/CQ Roll Call/Sipa USA/PA Images. Todos os direitos reservados.
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A luta política por trás das legislações anti-aborto também é uma luta de classes.

A realidade é que o aborto é ilegal apenas para mulheres pobres. Mulheres com recursos sempre podem interromper a gravidez indesejada. Ou conhecem um médico que realiza abortos medicamentosos por um preço exorbitante para a maioria, ou têm os recursos para viajar para um local onde o aborto é legal, ou têm meios para comprar uma pílula, em seu próprio país ou em outro lugar.

A restrição do acesso ao aborto seguro mantém as mulheres pobres em situação de pobreza, perpetua o ciclo que as impede de mobilidade social e permite que a riqueza permaneça nas mãos dos ricos, principalmente dos homens brancos.