A luta política por trás das legislações anti-aborto também é uma luta de classes.
A realidade é que o aborto é ilegal apenas para mulheres pobres. Mulheres com recursos sempre podem interromper a gravidez indesejada. Ou conhecem um médico que realiza abortos medicamentosos por um preço exorbitante para a maioria, ou têm os recursos para viajar para um local onde o aborto é legal, ou têm meios para comprar uma pílula, em seu próprio país ou em outro lugar.
A restrição do acesso ao aborto seguro mantém as mulheres pobres em situação de pobreza, perpetua o ciclo que as impede de mobilidade social e permite que a riqueza permaneça nas mãos dos ricos, principalmente dos homens brancos.