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Manobras autoritárias frente às eleições de novembro na Nicarágua

As reformas eleitorais de Ortega foram interpretadas pela oposição e pelo Norte Global como tentativas de impedir eleições livres e justas.

Cristiana Chamorro com máscara.
Candidata presidencial, Cristiana Chamorro, logo de ser notificada de uma investigação contra ela, em Manágua, Nicarágua, 20 de maio de 2021
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As eleições de 7 de novembro na Nicarágua são importantes – e muito. Do contrário, o presidente Daniel Ortega não estaria atraindo a atenção mundial nas últimas semanas por suas reformas eleitorais e seus ataques à mídia, que a oposição e países do Norte Global vêm criticando como manobras autoritárias para impedir a realização de eleições livres e justas.

No final do ano, os nicaraguenses irão às urnas para votar para presidente e vice-presidente, cargos hoje ocupados por Ortega e sua esposa, Rosario Murillo. Na semana passada, o governo anunciou que abriria uma investigação de lavagem de dinheiro contra a candidata presidencial Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios de Chamorro, um processo judicial que os oponentes dizem ser uma perseguição política para abrir caminho para que Ortega ganhe um quarto mandato. As investigações também incluem jornalistas.

No início do mês, Ortega, que assumiu a presidência pela segunda vez em 2007 depois de liderar o país entre 16 de junho de 1979 e 25 de abril de 1990, aprovou uma reforma eleitoral que dificulta a participação da oposição, além de entregar o controle das campanhas políticas à polícia nacional.