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Com a prisão de Jeanine Áñez, a tensão política aumenta na Bolívia

As ações de Luis Arce aprofundam a crescente instrumentalização política do judiciário, seguindo a tendência utilizada por Áñez.

A ex-presidente em exercício da Bolívia, Jeanine Áñez, em um carro em frente à sede da FELCC em La Paz, Bolívia, em 13 de mar
A ex-presidente em exercício da Bolívia, Jeanine Áñez, em um carro em frente à sede da FELCC em La Paz, Bolívia, em 13 de março de 2021
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A polarização tem definido o cenário político da Bolívia nos últimos anos. A situação tomou uma nova dimensão nas primeiras horas de 13 de março, quando a ex-presidente Jeanine Áñez foi presa por seu papel no que muitos chamam de golpe de Estado, em novembro de 2019, quando um processo eleitoral controverso resultou na renúncia forçada e no exílio do ex-presidente Evo Morales.

Áñez e outros membros de seu governo interino foram acusados de terrorismo, conspiração e sedição. No domingo, 14 de março, a juíza Regina Santa Cruz a condenou a quatro meses de prisão preventiva.

A reação a esses eventos foi imediata. Pouco antes das 3 da manhã, Áñez fez uma declaração em sua conta do Twitter, pedindo ao mundo que voltasse sua atenção para os eventos.