Desde o primeiro governo do ex-presidente Juan Manuel Santos, a Colômbia tem um Estatuto da Oposição que concede aos partidos legalmente reconhecidos e aos movimentos cidadãos com representação no Congresso o direito a réplica, representação em conselhos de administração, espaço na mídia e financiamento para suas atividades.
Até o momento, o Centro Democrático, partido de direita criado pelo ex-presidente Álvaro Uribe Velez, foi o único a declarar que fará oposição no Congresso ao novo presidente colombiano, Gustavo Petro. Na Câmara dos Deputados, além do Centro Democrático, apenas a Liga de Dirigentes Anticorrupção e o Conselho Comunitário de Comunidades Negras Fernando Ríos Hidalgo, com seu único representante, Miguel Polo Polo, o fizeram.
Ao obter o apoio dos partidos Alianza Verde, Partido de la U, Comunes e Partido Liberal, Petro obteve maioria absoluta no Congresso e na Câmara, um evento sem precedentes na política colombiana nos últimos 40 anos. Nesse contexto, entender como a oposição ao governo se estruturará é essencial.