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Nova era para a Colômbia: os três grandes desafios de Petro

Em 7 de agosto, o primeiro presidente de esquerda do país assume o poder. O cenário que enfrenta é difícil – mas não impossível

Gustavo Petro gesticula
Gustavo Petro assumirá uma Colômbia em crise - REUTERS/Alamy Stock Photo
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Superando o status quo, Gustavo Petro venceu as eleições presidenciais em junho, vitória que tem raízes na crescente desigualdade e violência dos últimos anos. No entanto, a ascensão da esquerda no país tradicionalmente conservador é resultado dos fracassos acumulados após décadas de governos conservadores. Os mais de 40 dias de protestos durante o surto social de 2021, que resultaram em mais de 80 mortes diante da brutal repressão do governo, ilustraram a revolta dos colombianos.

O governo assume o poder no domingo, 7 de agosto, herdando o péssimo legado de Iván Duque. Quatro em cada dez colombianos vivem na pobreza e quase 20 milhões são incapazes de cobrir suas necessidades alimentares básicas. Ou seja, 6,1% da população vive em extrema pobreza. Segundo o Banco Mundial, a Colômbia é o segundo país mais desigual da América Latina, depois do Brasil. Duque deixa o déficit fiscal em 83%: as despesas do país superam em muito sua receita e, no entanto, as políticas sociais são extremamente fracas. Em grandes áreas do país, o Estado simplesmente desapareceu nos últimos anos.

Diante desse complicado cenário, Petro terá de enfrentar grandes desafios durante seu mandato.