Absurdo! Não há palavra melhor para descrever a situação que o mundo está vivendo mais notadamente desde de 2016 – o ano do referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da Europa (processo que ficou popularmente conhecido como Brexit) e ano da eleição de Donald Trump como presidente dos EUA – e que parece ter alcançado seu ponto culminante este ano, com a revelação de que estávamos sob uma pandemia de um novo coronavírus pelo menos desde outubro de 2019.
Ainda impactados pela ascensão de líderes e partidos de extrema-direita por meio da desinformação (leia-se, da mentira) planejada e dirigida na internet e especialmente nas mídias sociais, a gente se viu obrigada a um lockdown para conter a propagação da doença (a Covid-19) que praticamente parou o planeta. Hospitais superlotados e pessoas confinadas em casa e aterrorizadas sob o noticiário dos óbitos. Nas ruas e praças praticamente desertas – porque até os sem-teto se recolheram sob marquises, pontes e viadutos num primeiro momento – os que estavam obrigados a sair por trabalharem em serviços essenciais usavam máscaras de proteção.
Tudo parecia absurdo; e realmente era. Ou melhor, é!