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Ataques a políticas trans negras no Brasil: o que faz o Estado?

Os recentes ataques a políticas trans no Brasil mostram que o descaso do Estado com essa população incita o crime.

Ataques a políticas trans negras no Brasil: o que faz o Estado?
Carol Iara, Érika Hilton e Samara Sosthenes sofreram ataques e ameaças na mesma semana | Sul21
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Os recentes ataques e ameaças à políticas LGBT, todos negras, em diferentes partes do Brasil trazem à tona que o descaso do Estado com essa população incita o crime e impulsiona as cifras que fazem do Brasil o país mais perigoso para pessoas transgênero do mundo.

Se o governo não é responsável pelos ataques a Carol Iara e Samara Sosthenes, ou pelas ameaças a Érika Hilton, então é cúmplice direto.

Carol Iara, que se tornou a primeira mulher intersexo eleita no Brasil ao assumir o cargo de co-vereadora pela Bancada Feminista do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de São Paulo, além de ser trans e conviver com HIV, estava com a mãe e o irmão na madrugada da terça-feira (26) quando um carro disparou duas vezes contra sua casa. Segundo conta, um carro branco com vidros escuros ficou parado na frente de sua casa por cerca de três minutos.