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Bolsonaro pede dinheiro para proteger a Amazônia, mas seu plano é destruí-la

Destruir a Amazônia é parte de seu projeto de governo. Países dispostos a firmar acordos com Bolsonaro devem agir como tal

Cartaz com cara de Bolsonaro com chifres
'Salve a Amazônia, queime Bolsonaro' - Avishek Das/SOPA Images/ZUMA Wire/Alamy Live News
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Diante de níveis de desmatamento nunca vistos nos últimos dez anos, o presidente Jair Bolsonaro, prometeu na última quinta-feira, 22 de abril, dobrar os investimentos para combater o desmatamento no país durante a cúpula de líderes sobre o clima convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Mas Bolsonaro quebrou sua promessa já no dia seguinte.

Na sexta-feira, 23 de abril, o presidente sancionou o orçamento de 2021, mostrando que os recursos alocados ao Ministério do Meio Ambiente não só não refletem os fundos prometidos, como também incluem cortes históricos. Bolsonaro fez um discurso enganoso na quinta-feira, contradizendo toda sua retórica sobre o meio ambiente. O presidente prometeu se comprometer com os esforços globais para eliminar os gases do efeito estufa até 2050 e acabar com o desmatamento ilegal até 2030.

“Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais do governo, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização”, disse Bolsonaro em seu discurso.