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Deterioração da democracia na Guatemala preocupa frente às eleição presidenciais

Desqualificação de candidatos, ataques a juízes, fragmentação e nostalgia pelo passado marcam pleito de 25 de junho

Cartazes contra a candidatura de Zury Ríos lado a lado
Cartazes contra a candidatura de Zury Ríos, filha do falecido ditador guatemalteco Efraín Ríos Montt, exibidos durante manifestação em frente ao Tribunal Constitucional da Cidade da Guatemala em 24 de março de 2023
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Apenas um mês antes das eleições presidenciais de 25 de junho, o jornal elPeriódico, conhecido por denunciar corrupção de alto escalão, foi forçado a fechar suas portas após a prisão de seu editor-chefe baixo o que muitos consideram serem acusações falsas. A notícia confirma uma tendência que vem se consolidando há tempos.

Nos últimos anos, a perseguição das autoridades forçou dezenas de promotores, juízes e jornalistas ao exílio, desfazendo anos de progresso na luta contra a corrupção. Enquanto isso, o aumento da insegurança urbana tornou-se uma causa política.

Vários dos principais candidatos presidenciais do país propõem políticas de segurança duras no estilo de El Salvador, que incitaram denúncias de violações dos direitos humanos contra o presidente populista Nayib Bukele. Em seu último Índice de Democracia anual, o The Economist Intelligence Unit classifica a Guatemala como um regime híbrido a um passo de se tornar um Estado autoritário.