Skip to content

Dona Marta: 6 anos abrigando migrantes venezuelanos

Hoje, caminhantes da rota Cúcuta-Bucaramanga contam com apoio institucional. Mas colombianos prestam ajuda desde sempre

Dona Marta cozinhando
Dona Marta abriu sua casa para venezuelanos no início da crise migratória - Francesc Badia i Dalmases
Published:

Esculpido em uma pedra, a pequena casa na entrada da cidade de Pamplona, ​​na Colômbia, dispõe de um modesto fogão a lenha. Nele, Marta Duque cozinha algumas batatas, arroz branco e um pouco de frango, com os quais espera fazer sopa suficiente para oferecer às dezenas de caminhantes venezuelanos que batem à sua porta todos os dias.

Os dotes culinários de dona Marta, como é conhecida, já são famosos ao longo da estrada que liga Cúcuta a Bucaramanga, rota percorrida por cerca de 2 milhões de caminhantes venezuelanos nos últimos anos. As massas de refugiados da crise sócio-econômica do país vizinho cruzam a fronteira através da Ponte Internacional Simón Bolívar, quando têm os documentos necessários ou dinheiro suficiente para pagar as taxas, ou pelas trilhas ilegais (trochas) quando não os têm.

Uma vez na cidade fronteiriça de Cúcuta, os refugiados convergem em um grande mercado local, muito ativo desde a eclosão da crise migratória. A partir dali, os venezuelanos decidem se ficam na cidade, se compram mercadorias e retornam à Venezuela na esperança de obter lucro, ou se encaram as frias montanhas colombianas para buscar oportunidade nas grandes cidades do país.