A presença de mais de 300 navios pesqueiros da China nas proximidades das Ilhas Galápagos – e depois em todas as águas do Oceano Pacífico sul-americano –, entre julho e outubro de 2020, colocou os governos da região e organizações ambientais globais em alerta máximo.
Esta frota gigantesca, que segue a chamada "rota das lulas" margeando o continente desde a costa argentina até a equatoriana, vem crescendo desde 2016 e causa uma crescente preocupação devido ao seu impacto sobre a população de espécies marinhas e seus fluxos reprodutivos, o que afeta seriamente os ecossistemas e as economias dos países costeiros.
Mas é também uma fonte de tensão devido à forma irregular em que a frota opera: muito perto dos limites da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Equador, Peru, Chile e Argentina e das áreas de conservação marinha desses países, desligando intermitentemente seus radares para evitar ser localizada, sem observadores científicos a bordo e realizando transferências de carga entre navios, práticas consideradas ilegais dentro da regulamentação internacional dos mares.