Skip to content

Governança do mar e a geopolítica da pesca

A presença de mais 300 pesqueiros chineses perto das Ilhas Galápagos colocou governos locais e ONGs em alerta

Um barco da guarda costeira chinesa patrulha perto de barcos pesqueiros em 16 de agosto de 2020
Um barco da guarda costeira chinesa patrulha perto de barcos pesqueiros em 16 de agosto de 2020 - Xinhua News Agency/PA Images
Published:

A presença de mais de 300 navios pesqueiros da China nas proximidades das Ilhas Galápagos – e depois em todas as águas do Oceano Pacífico sul-americano –, entre julho e outubro de 2020, colocou os governos da região e organizações ambientais globais em alerta máximo.

Esta frota gigantesca, que segue a chamada "rota das lulas" margeando o continente desde a costa argentina até a equatoriana, vem crescendo desde 2016 e causa uma crescente preocupação devido ao seu impacto sobre a população de espécies marinhas e seus fluxos reprodutivos, o que afeta seriamente os ecossistemas e as economias dos países costeiros.

Mas é também uma fonte de tensão devido à forma irregular em que a frota opera: muito perto dos limites da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Equador, Peru, Chile e Argentina e das áreas de conservação marinha desses países, desligando intermitentemente seus radares para evitar ser localizada, sem observadores científicos a bordo e realizando transferências de carga entre navios, práticas consideradas ilegais dentro da regulamentação internacional dos mares.