O maior país da América Latina é um dos menos comprometidos com a redução de suas emissões de CO2 e com o combate às mudanças climáticas.
Em abril de 2021, o desmatamento na Amazônia brasileira bateu recordes globais. Com um total de 580 km2 de floresta perdida em apenas um mês, o Brasil atingiu um novo recorde, de acordo com o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (DETER). Em 2020, o número total foi de assustadores 10.851 km2 desmatados.
Naquele mesmo mês, durante a Cúpula de Líderes sobre o Clima liderada pelo presidente dos EUA, Joe Biden, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, se comprometeu a tomar medidas sérias para acabar com o desmatamento ilegal no país até 2030. No entanto, desde que chegou ao poder no início de 2019, a devastação da selva amazônica atingiu alguns de seus piores patamares, e sua política ambiental tem sido amplamente criticada. Bolsonaro é conhecido por defender a exploração de recursos naturais na região amazônica, até mesmo em terras indígenas, e por facilitar a ação de quem ataca diretamente o meio ambiente, como mineradoras e comerciantes ilegais de madeira.