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Honduras elege presidente mulher de esquerda. O que isso representa para a região?

Com a vitória de Xiomara Castro, o progressismo tem outra chance após 12 anos de uma direita corrupta, miséria e violência extrema

Honduras elege presidente mulher de esquerda. O que isso representa para a região?
Xiomara Castro, presidente eleita de Honduras - Alamy Stock Photo
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Xiomara Castro, do partido de esquerda Libertad y Refundación (Libre), venceu as eleições na semana passada, transformando-se na primeira mulher presidente de Honduras, um dos países mais afetados pela crise da pandemia de Covid-19 e desastres naturais na América Latina.

Castro derrotou Nasry Asfura, do governista Partido Nacional (PN), em uma eleição em que a contagem dos votos durou quase quatro dias, o que preocupou os hondurenhos, dados os antecedentes do país. Nas eleições de 2017, os números mudaram repentinamente a favor de Juan Orlando Hernández quando a contagem dos votos foi retomada após paralisação de longas horas, o que suscitou acusações de fraude.

"Vamos formar um governo de reconciliação, paz e justiça. Vamos iniciar um processo para garantir uma democracia participativa, uma democracia direta", disse Castro, de 62 anos, após sua vitória.