As atitudes cambiantes do presidente Jair Bolsonaro diante do conflito entre a Rússia e a Ucrânia vêm gerando confusão e preocupação. Confusão porque ele ora sugere apoio ao líder russo Vladimir Putin, ora afirma apoiar a “soberania dos Estados”, não deixando claro seu posicionamento. E preocupação pelos possíveis significados da sua aproximação da Rússia, país diplomaticamente distante do Brasil.
O Brasil oficialmente condenou as ações da Rússia durante a votação da Assembleia-Geral das Nações Unidas na quarta-feira, 2 de março, sendo um dos 141 países que votaram a favor da resolução contra cinco que votaram contra e 35 que se abstiveram, mantendo assim o posicionamento diplomático esperado.
No entanto, do domingo, 27 de fevereiro, Bolsonaro havia afirmado que o Brasil deveria manter a neutralidade, citando importância dos fertilizantes russos como razão de seu posicionamento. “Nós temos que ter muita responsabilidade, porque temos negócios especiais com a Rússia, o Brasil depende de fertilizantes”, afirmou à imprensa, pontuando que “a questão do fertilizante é sagrada”.