A visita de Elon Musk ao Brasil de Jair Bolsonaro chama atenção por alguns motivos. Em primeiro lugar, porque ocorre em um momento em que Musk, atualmente a pessoa mais rica do mundo, afinca sua aproximação com a direita radical. Segundo, porque se dá poucos meses antes das eleições de outubro, em que Bolsonaro não é o favorito. E terceiro, porque a América Latina está passando por uma nova guinada à esquerda.
Naturalmente, esses três motivos estão interligados e indicam a extensão do interesse – e preocupação – de Musk pela América Latina. Em 20 de maio, Musk chegou ao Brasil para discutir a implantação da Starlink, seu serviço de internet via satélite operado pela SpaceX, na região amazônica.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a operação comercial da frota de satélites Starlink em janeiro, emitindo uma licença que dura até 2027. Dessa forma, o Brasil se tornou o segundo país da América Latina a permitir a entrada do projeto do bilionário sul-africano, seguindo os passos do Chile.