Em 8 de março do ano passado, o México viveu um dos maiores protestos feministas da história do país. Milhares de mulheres e meninas tomaram as ruas da Cidade do México e de outras cidades. Nossas demandas eram claras: acabar com o feminicídio e o respeito aos nossos direitos humanos. Mal sabíamos que o mundo estava prestes a mudar drasticamente. Uma pandemia sem precedentes, com efeitos devastadores para as mulheres, foi declarada alguns dias depois.
As mulheres nas Américas sabem muito sobre pandemias, incluindo as pandemias de violência, discriminação e impunidade. A campanha anual "16 dias de ativismo contra a violência baseada em gênero" oferece uma oportunidade para refletir sobre os desafios futuros, mas também para se inspirar na resistência, resiliência, poder e solidariedade dos direitos das mulheres e movimentos feministas que cruzam fronteiras.
Em todo o mundo, vimos algum progresso em relação aos direitos humanos das mulheres e à igualdade de gênero. Essas mudanças são o resultado da pressão e dos esforços incansáveis dos movimentos pelos direitos das mulheres, que se inspiram uns nos outros, apesar das longas distâncias e diferenças contextuais entre eles.